A tia está no bar. E o bar nela. Peremptoriamente.
Nem precisa frequentar tal estabelecimento para
honrar o título.
Ao primeiro pigarro, acompanhado de um
approach depreciativo revestido de hormônios:
- Uhm, esse aí é gostosinho.
(daqueles comentários incipientemente obscenos,
maliciosamente calculados)
O veredito é dito. O copo, virado.
A moral, varrida mais uma vez.
A senhorita, acima dos 30, beirando os 40 ou aos 20 com
mentalidade de 60, insiste em galanteios sem fundamento.
E no rouge carmim.
O próximo tópico do noticiário local faz com que ela troque
de foco.
Uma crise política qualquer ou um escândalo midiático são
tão saborosos quanto os galego-alvos.
A gordura trans acumula na cintura como as histórias de
frustrações.Abafadas, entretanto, pelo sorriso escrachado.
A gargalhada reverbera tanto quanto suas atitudes, feitas a
passos cambaleantes.
Com vários nomes, essa mulher se escora neste balcão virtual
para contar mais um caso.
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